sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Refletindo sobre o trabalho infantil

O trabalho infantil é um problema real e presente, isso não se nega. Mas... o que é trabalho infantil? Qual o limite entre ajuda e trabalho ou entre diversão e trabalho?

Vejo essa blogagem coletiva como uma oportunidade que, para mim, vai além de combater o trabalho infantil porque, afinal de contas, só podemos lutar contra aquilo que se conhece.

Quando recebi o convite da Samantha Shiraishi e da Tatiana Passagem para participar dessa blogagem coletiva sobre trabalho infantil confesso que demorei a aceitar escrever um post sobre o assunto. Pensei comigo: "o que vou dizer sobre as crianças que trabalham nas ruas e nas lavouras?".

Foi quando lia os posts do projeto Promenino - organização proponente desta blogagem coletiva - que percebi meu engano. Somos culturalmente levados a pensar que trabalho infantil se refere somente aos casos citados por mim logo acima. Só que o buraco é mais embaixo... Quer ver?

* * *
Atores mirins estão trabalhando
ou apenas se divertindo fazendo algo que gostam?
* * *
Ajudar no negócio da família - seja uma barraquinha, uma loja, etc - ou ajudar em casa, fazendo vários (ou todos) serviços domésticos após chegar da escola, enquanto os pais trabalham fora, é realmente uma "ajuda" ou uma obrigação, um trabalho?
* * *

Ao meu ver, o trabalho infantil não é um problema apenas de legislação, mas CULTURAL, principalmente no caso dos serviços domésticos. Fazer a criança participar das tarefas diárias é bom e importante, mas se se transforma em obrigação e faz com que a criança perca seus momentos de diversão e de estudo, aí já podemos, sim, considerar como trabalho infantil.

No caso de artistas mirins, a problemática é encontrar o limite. Descobrir até que ponto esse trabalho é divertido para as crianças e não a impede de realizar todas as atividades próprias da idade. Principalmente hoje, numa sociedade que reforça a valorização do status e da fama, esse é um tipo de trabalho infantil que acaba passando despercebido.

Claro que somente esses questionamentos não vão resolver o problema, mas a partir do entendimento e da reflexão, o próximo passo é a ação, ou seja, a prevenção, a mudança de comportamento e a denúncia.

Que tal dar o primeiro passo?


Participe você também do bate-papo que acontece todas as terças e quintas, das 15h às 16h, na fanpage do projeto Promenino (da Fundação Telefônica) ou acompanhe e participe no Twitter usando a hashtag #semtrabalhoinfantil.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Antes deste havia outro...


É verdade. Este não é meu primeiro blog.

Logo que engravidei, tive vontade de fazer alguns registros durante minha gravidez. Era mais para mostrar a um ou outro parente distante. Minha ideia nunca foi prolongar a vida do blog, quer dizer, não pretendia escrever sobre meu bebê após seu nascimento.

Assim nasceu o Esperando meu Bebê. Que, a título de curiosidade, acabou antes do fim (rs); isso porque prometi voltar e não voltei. Nunca mais. Não tive vontade. Faltou-me tempo. Afinal de contas, havia um lindo bebezinho que solicitava minha atenção a todo momento. Enfim...

Voltei aqui porque senti muita saudade de escrever (desculpe as teias de aranha... já já dou um jeito na casa!). E depois de mais um longo período sem postar, marco meu retorno com um post, digamos, nostálgico.

Passe lá e volte aqui para me contar o que achou do meu primeiro bloguinho... Vou ficar esperando, hein!!!


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